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Saiba como fazer bonito com as nossas dicas de Etiqueta.
| Etiqueta no Comportamento |
| “Black is Bautiful” |
| Como a nossa Capital está entre poucas que comemoram o dia da “Consciência Negra”, não poderíamos deixar de registrar alguns pontos extremamente importantes sobre esta questão, no que se refere ao aspecto da Etiqueta refletido em comportamentos que se expressam através da aparência do negro.
Segundo a antropóloga Sylvia Caiuby Novaes, “Etnia é um termo de referência utilizado pelos ocidentais para povos não considerados como pertencentes a um grupo majoritário, por não compartilharem os valores que caracterizam a sociedade abrangente. Na Segunda metade deste século, os grupos minoritários começaram a se organizar politicamente nas grandes cidades e passaram a exigir não só seus direitos como também uma maior visibilidade no cenário urbano. Traços culturais antes discriminados e rechaçados passaram a ser resgatados e valorizados por esses grupos. Tais sinais, como certos penteados ou cortes de cabelo, roupas com padronagem típica, tatuagens e marcas corporais, ritmos musicais, culinária, etc., podem ter um significado específico no grupo onde se originam, mas quando utilizados no contexto de uma sociedade mais abrangente denotam a valorização ideológica e cultural do grupo minoritário”.
Em Glória Kalil, respeitada consultora de moda, vimos que muitos desses grupos, intitulados de “blacks” ou “timbaleiros”, vestem roupas como se fossem panfletos nitidamente raciais, como uma espécie de crítica agressiva ao “establishment”. Outros grupos, não necessariamente raciais, mas ideológicos, são os “rappers”, “clubbers”, “punks”, “funkeiros”, etc., que se vestem como uma forma de protesto ou manifestação. O grande risco que eles correm, é ficarem parecidos com figuras caricatas ou personagens de desenho animado. Tudo em nome da ideologia, engajamento ou origem...
Todos devem se lembrar da onda que tomou conta da moda dos cabelos nos anos 70. O movimento “blackpower” nos Estados Unidos, alastrou para o mundo todo, mesmo quem não era negro aderiu a moda do cabelo crespo e assanhado, no sentido de valorizar a aparência e conquistar a auto-estima, aliás, o cabelo sempre foi um ícone da auto-estima negra.
A prova disso, são as milhares de “trançadeiras” esparramadas por todo o Pelourinho em Salvador, que trançam cabelos de homens e mulheres negras.
Segundo Glória Kalil, existem inúmeros artifícios para se fazer um visual bonito no cabelo da mulher negra, por exemplo:
Relaxamento é uma técnica light de alisamento, que acalma os cachos;
Trancinhas, com fios “fakes”, de nylon ou naturais, alongam, afinam ou engrossam o trançado.
Um corte bem curtinho e baixo;
Um corte esculpido em formas geométricas, como quadrado em cima e batido na nuca;
Mechinhas retorcidas (“dreadlocks”) e fixadas com cera natural de abelha;
Trança curta com fios do próprio cabelo ou contas coloridas;
O que não pode, é contrariar o “destino” e tentar um alisamento que certamente, não deixará o cabelo com um aspecto natural e harmônico condizente com a etnia.
A maquiagem é um outro grande aliado na composição do “estilo étnico”. Para a pele negra, o pó e a base devem ser no tom exato da pele. Os tons vermelhos, rosados ou muito diferentes do natural, podem deixar a pele negra acinzentada. Antenados com a revolução do movimento negro, as empresas de cosméticos apostaram no crescente consumo do mercado e lançaram excelentes produtos apropriados para este tipo de pele.
Porém, não queremos no finalzinho desta matéria, deixar apenas o lado estético, mas fundamentalmente, gostaríamos de enfatizar também, que negros, gordos, baixos, carecas, não importa qual seja o grupo que porventura sofra de uma certa frustração ocasionada por “discriminação”, o que importa é o sentir-se bem e o estar bem consigo mesmo. Afinal, a maior discriminação que alguém possa sentir ou sofrer, é aquela instalada dentro da sua própria consciência.
“Frustrações? Todos os papéis que perdi por causa da minha altura. Acima de tudo, por nunca ter sido convidado para fazer o papel de James Bond”. (Frase do ator hollywoodiano Dustin Hoffman, de 1.63 de altura). |
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| Depoimento |
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No momento em que eu precisar de uma empresa de organização de eventos, não pensarei duas vezes em contratá-la." Gabriela Flach, Administradora de Conteúdo Internet |
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