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Etiqueta no Trabalho
Assédio Sexual no Trabalho - II
Como vocês podem observar, assunto polêmico é assim, tratado em dois capítulos, por isso daremos continuidade ao que começamos no Domingo passado, atendendo a sugestão temática feita por uma das nossas leitoras. Vimos que assédio não é paquera. O assédio não é um jogo consentido de sedução, ele é um ato de poder e de chantagem. Somos cientes que no ambiente de trabalho, roupas provocativas e modos muito liberais não são aconselháveis, até para evitarmos os comentários dos próprios colegas como: "Ela está pedindo para ser cantada, vestindo essas roupas insinuantes..." ou "ela estava provocando com esse jeito de dar risadas". Porém, fico analisando algumas situações, em que a mulher (neste caso) tem total direito de ser e de expressar, porém, com liberdade condicionada à sua posição dentro do ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo em que ela “pode”, ela não “deve”. É tremendamente desagradável admitir que infelizmente, às vezes não podemos manifestar o desejo de “ser”, por medo de passar a imagem ou a idéia daquilo que não somos ou que não queremos – ser cantada ou assediada. Afinal, existem outros segmentos de trabalho como arquitetos, publicitários, relações públicas, organizadores de eventos, comerciantes, etc., que não necessariamente necessitam de rigidez no visual e por isso não podem estar sujeitos a situações desagradáveis e inoportunas de assédios . Da mesma maneira que não culpamos uma pessoa que é assaltada porque leva dinheiro dentro da bolsa, não podemos dizer que a maneira de se vestir e de se expressar de uma mulher encoraje ou justifique o assédio sexual. Senão, como ficam as situações do estilo “despojado” ou “alto astral” no modo de vestir, que não necessita exatamente em estar coberta da cabeça aos pés? Tanto os homens quanto as mulheres são herdeiros de uma tradição cultural, de uma maneira de ver certas coisas, que vai passando de geração a geração. Todos nós fomos criados ouvindo frases do tipo: "os homens sempre estão interessados em sexo", “as mulheres se fazem de difíceis mas no fundo todas querem ser cantadas". Esses juízos de conduta ficam gravados em nosso inconsciente e muitas vezes, sem nos darmos conta, vamos alimentando os preconceitos e favorecendo as discriminações. Não posso crer que os homens “só pensam nisso” e que as mulheres “sempre querem”. Claro que o interesse sexual é saudável e deve estar presente em todos nós, mas ele não deve ser foco principal em nenhuma situação, principalmente quando a relação é de trabalho. O fato de sermos seres humanos e sociais pressupõe a escolha de com quem queremos compartilhar a nossa intimidade. Remexer em valores apreendidos por toda a vida, remover preconceitos sedimentados por gerações, mudar atitudes consideradas "normais" não é fácil para ninguém. Por exemplo, o silêncio no tocante ao problema do assédio sexual revela, além do temor de conversar sobre o tema, uma dificuldade em encarar uma relação mais respeitosa e justa entre os homens e mulheres. Mas ao fazermos um balanço pessoal, intuímos que seríamos mais felizes se mudássemos a velha maneira com que olhamos para determinadas coisas. Muitas vezes, algumas atitudes não constituem exatamente em assédio sexual, ou seja, não são chantagens de poder, do tipo: "você sai comigo ou eu a prejudico". Podem até ser atitudes e comportamentos à primeira vista "brincalhões". No entanto, eles podem ser perniciosos na medida em que reforçam velhos preconceitos e criam um ambiente psicológico permissivo em relação ao assédio. Piadinhas machistas que sempre depreciam as mulheres, revistas pornográficas correndo de mão em mão ou de gavetas em gavetas, acesso à sites na internet que exibem mulheres nuas, utilização de calendários ou poster de modelos nuas, colaboram para um conjunto de situações desagradáveis e formam um ambiente hostil e desrespeitoso no ambiente de trabalho. Nestes casos, os dirigentes de Empresas, Instituições, etc., devem criar regulamentos de conduta e postura ou códigos de ética com os devidos mecanismos de proteção no intuito de resguardar suas colaboradoras, as protegendo em situações de assédio. Sabemos inclusive, que numa situação legal e de direito, as empresas poderão ser responsabilizadas por casos de assédio sexual que ocorram em suas dependências. Em verdade, a ação contra o assédio sexual não é uma luta de mulheres contra homens e nem pode ser encarada assim. Ela é uma luta de todos, inclusive de todos os colegas homens que desejam um ambiente de trabalho saudável. Por um mínimo de coerência, não se pode de um lado defender os princípios de igualdade e justiça e por outro lado tolerar, desculpar ou até mesmo defender comportamentos que agridam a integridade das mulheres. Derrotar a prática do assédio sexual no trabalho é parte integrante da luta pela igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres e, portanto, parte da luta por um mundo mais feliz.
 

 
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Depoimento
"Izis, obrigado pelo apoio e pelo profissionalismo de toda a sua equipe. Tanto a cerimonia religiosa e a festa, só nos rendeu muitos elogios. Obrigado por participar deste momento tão importante das nossas vidas. Casamento de Thiago Gripp e Carla Falcci -10/04/2010."
Edgard e Sheila Gripp, Médicos